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Novos canais de distribuição: o caso do Bagagem

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Hoje, um dos maiores problemas enfrentados pelos músicos é como fazer circular sua produção. Explorando possibilidades trazidas com a tecnologia digital e indo além dos sites de redes sociais mais populares, o Projeto Axial desenvolveu seu próprio canal de distribuição: o aplicativo Bagagem.

O Axial é formado pelo trio Felipe Julián, Sandra Ximenes e Leonardo Muniz e, musicalmente, explora sonoridades variadas a partir de elementos eletrônicos. Defensores da cultura livre, suas músicas são licenciadas em Creative Commons, e já tocaram em palcos importantes no Brasil e fora do país.

O terceiro álbum, “SiMBiOSE” (2010), foi lançado pelo aplicativo Bagagem em vez de um CD convencional. Desenvolvido em parceria com um amigo programador, o software pode ser facilmente instalado em qualquer computador. O aplicativo devolve à música digital a visualidade do álbum “físico”, com imagens escolhidas pelos próprios artistas para acompanhar a execução das faixas, e traz informações relevantes, como a ficha técnica, o encarte, além de estar integrado com redes sociais como Twitter e Facebook. Os outros dois discos – “Axial” (2004) e “Senóide” (2007) – também podem ser acessados pelo canal.

A versão beta do Bagagem foi lançada em novembro de 2010 e baixada mais de mil vezes em menos de um mês. Hoje, o aplicativo já está na sua versão 2.0 e disponibiliza também álbuns de outros artistas que aderiram à ideia, como Chico Correa com o álbum “Chico Correa & the Electronic Band” e o Jampa Sessions, uma jam session gravada para Dada Radio por Chico Correa em parceria com os músicos Fernando TRZ (Cérebro Eletrônico) Gil Duarte (Asimov) e Felipe Julián (Projeto Axial), entre outros. Também faz parte do Bagagem o álbum “Metá Metá”, da dupla Kiko Dinucci e Juçara Marçal, e o projeto de vídeo remixes “Caixa Prego”, produzido pelo coletivo audiovisual Embolex.

Refletindo o engajamento necessário nesse momento de profundas transformações no mercado musical, o Axial organizou o “Bagagem Ao Vivo” que levou para o SESC Pinheiros, entre os dias 18 e 21 de maio, painéis de debate em torno dos temas: circulação de produtos culturais, liberdade intelectual, liberdade de apropriação, redes colaborativas, novas tecnologias, autogestão de carreira e direito autoral. O “Bagagem Ao Vivo” encerrou-se no dia 22 com um show, onde o coletivo Bagagem foi oficialmente lançado.

Sobre esse evento, em entrevista para o Link, Felipe Julián diz: “o que eu gostaria com esse encontro é que a classe musical se politizasse e se animasse a criar novos modelos de distribuição de música menos dependentes de intermediários”.

Um dos objetivos do Estrombo é capacitar agentes da cadeia produtiva para desenvolver e explorar novos canais de distribuição através de redes sociais, celulares e games musicais. Acompanhe-nos também nas nossas redes: Twitter, Facebook, YouTube, Flickr.

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2 comentários

  1. [...] Foi também por esse motivo, aumentar a circulação da música, que o Metá-Metá se associou ao aplicativo Bagagem? [...]

  2. [...] Foi também por esse motivo, aumentar a circulação da música, que o Metá-Metá se associou ao aplicativo Bagagem? [...]

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