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Explorando novos modelos de negócio: caso Teatro Mágico

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Até poucos anos atrás, o produto CD movia a indústria fonográfica. Com a pirataria e o compartilhamento online de mp3, esse objeto tornou-se mais um item de colecionador do que uma condição para se ouvir a música das suas bandas preferidas. Pela facilidade do acesso por diversos canais (legais ou não), a venda de CDs virou um desafio para a indústria e para o modelo de negócios tradicional – por que pagar por algo facilmente obtido de graça na internet? Por essa razão dentre outras, o valor desse objeto foi deslocado para outros elementos.

Um desses deslocamentos aponta para a experiência do show ao vivo. Além de ser uma das principais fontes de renda, cria a oportunidade para os artistas entrarem em contato com seus fãs e também venderem suas músicas, uma boa estratégia de negócios aproveitada por algumas bandas. Um caso de sucesso nessa empreitada é a trupe do Teatro Mágico. O projeto conduzido por Fernando Anitelli é independente e usa essa condição para driblar criativamente as dificuldades do mercado fonográfico. Assim, experimentam modelos de negócios alternativos e dispensam os atravessadores tradicionais. Suas músicas são licenciadas em Creative Commons e o público pode baixá-las gratuita e legalmente, o que seria pouco possível caso o Teatro Mágico estivesse vinculado a uma grande gravadora. O público que quer comprar os discos pode acessar o site oficial ou ir até os estandes montados nos shows, onde os CDs são vendidos a R$ 5,00 (acabamento mais simples) e a R$ 10,00 (acabamento mais elaborado). E os números mostram a força do Teatro Mágico e a efetividade das suas estratégias: a venda dos discos ultrapassou as 190 mil cópias, e, do DVD, 40 mil. No Trama Virtual, suas músicas já foram baixadas mais de um milhão de vezes, colocando-o no topo da lista das bandas mais baixadas.

Outro ponto importante: o Teatro Mágico entende o valor do relacionamento com os fãs e cria mecanismos para que essa relação seja aprofundada. Ainda que isso não se traduza em uma fonte de renda direta, o grupo investe tempo e disposição nas redes sociais, estabelecendo diálogo com o seu público, que, por sua vez, comparece aos shows, compra os discos e compartilha a experiência junto com a banda.

O Teatro Mágico é um caso interessante de desenvolvimento e exploração de novos sistemas de geração de negócios para a música. Você conhece algum outro parecido? Conte pra gente nos comentários.

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(foto de pernasproar – Arlise Cardoso – CC BY-NC 2.0)

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2 comentários

  1. Muito boa a matéria, acho que de fato, assim como em muitas áreas essa é uma tendência para a musica. O Forfun é outra banda independente com uma proposta parecida com a do Teatro Mágico!! Eles lançaram um CD agora no dia 27 de Abril e em 02 semanas de lançamento já tinham sido realizados mais de 200 mil downloads do disco no site. O disco se chama “Alegria Compartilhada” e está disponível no site da banda. http://www.forfun.art.br, vale a pena dar uma olhada!!

    1. Oi Arianne,

      obrigado pelo interesse no Estrombo e por trazer o caso da banda ForFun. Realmente, é um exemplo que podemos olhar mais de perto e trazer aqui para o projeto.

      Cordialmente,
      Equipe Estrombo.

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