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Mashup ao vivo: inovação no modelo de apresentação de DJs

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Lucio K no Juicy Beats Festival 2010, em Berlim

O remix, ou o reuso de músicas, se tornou onipresente com a facilidade de acesso às ferramentas de produção. E um tipo de remix que faz muito sucesso é o chamado mashup, onde faixas (voz, batida, instrumentos) de músicas são separados e depois misturados com faixas de outras músicas gerando uma nova obra. Em uma apresentação, o DJ de mashups solta na pista suas músicas previamente preparadas, geralmente feitas em home studio.

Mas o DJ e produtor Lucio K escolheu uma outra forma de fazer seus mashups, uma inovação tipicamente carioca: mashups ao vivo. Recentemente, ele tem ganho destaque na cena com seu projeto. Com centenas de trechos a cappella e instrumentais, ele improvisa e tece uma colcha de retalhos com a música pop na própria cabine de DJ. Apesar ter se firmado no mercado como DJ de música brasileira e black, ele escolheu a música pop para esse projeto, pois, segundo ele, “as pessoas reconhecem com mais facilidade as referências e entendem mais rápido o conceito do trabalho”.

Lucio K aponta o papel das tecnologias digitais na profissão de DJ: “Sempre fui evoluindo meu trabalho de acordo com a tecnologia. Hoje posso fazê-las ao vivo, de uma forma muito dinâmica. Alguns artistas me inspiraram, como Girl Talk e Sany Pitbull, e a ideia foi dar um passo além, criar algo diferente. O resultado ficou ótimo, nenhum outro DJ do mundo faz dessa forma, ao vivo, com esse nível de improviso, usando estilos musicais tão diferentes.”

O público tem recebido muito bem o projeto, que se configura como um novo modelo de apresentações ao vivo. “Por ser algo bastante inovador e pelo resultado sair redondinho, algumas pessoas mais distraídas demoram a perceber como é feito, pedaço por pedaço, acham que já está pronto e eu apenas toco na hora, como os DJs mais convencionais de mashup”.

O trabalho de Lucio K como DJ e produtor sempre foi muito autoral, tentando explorar estilos e criar combinações entre eles e fugir do padrão. Lucio considera “essencial divulgar esse trabalho mais autoral pra outros países, pela internet, e também sair do Brasil de vez em quando. Quando eu toco em lugares como Europa, África ou Ásia, percebo melhor o valor do que eu faço, pela curiosidade, aceitação, surpresa do público. É como se eu fizesse um produto nacional, mas usando combustível importado! (risos) Agora, com os mashups ao vivo, estou também testando a recepção fora do Brasil. Vou passar um mês me apresentando nos EUA agora em maio, e já estou desenvolvendo – visando mais o público europeu, que cobra elementos brasileiros – uma apresentação meio-a-meio: só instrumentais brasileiros e a cappellas do mundo inteiro”.

Para saber mais sobre Lucio K e seus projetos, acesse seu site.

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3 comentários

  1. [...] post: Mashups ao vivo: inovação nos modelos de apresentação de DJs … Tweet This Post Plurk This Post Buzz This Post Delicious Digg This Post Facebook MySpace [...]

  2. Essa forma do Lúcio fazer mashups é muito rica porque se une a uma qualidade muito apurada nele: a sensibilidade de sentir o clima da pista, e criar parágrafos musicais bem coerentes e geralmente (quando a pista entra na onda) com catarses coletivas. Daí com uma liberdade maior de ‘criar’ seus mashups ali no calor do momento a sinergia tem chance de ser bem maior – o Lucio se inspirando com a plateia, que dança mais feliz por estar dançando uma obra ‘inédita’, e quanto mais feliz a pista mais inspirado o DJ, e a retro-alimentação fica mais forte.

  3. [...] que usa trechos de músicas bastante conhecidas do universo pop para, através da técnica de mashup, criar suas faixas originais. O álbum “Night Ripper”, de 2006, usa quase em sua totalidade [...]

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