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O coletivo Araribóia Rock movimenta a cena de rock em Niterói e São Gonçalo

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O Araribóia Rock é um coletivo cultural e social que atua principalmente em Niterói e São Gonçalo. Criado em 2004 por Pedro de Luna junto com Marcelo “Blau Blau” Holanda e outros músicos, o AR promove a união das bandas de rock autoral dessas cidades em torno de uma causa: buscar mais espaço e apoio para a realização de eventos, que acontecem também em outros municípios do estado do Rio de Janeiro e na própria capital.

Banda "Seu Miranda" no evento Dia Mundial do Rock em 2010. Foto: Paulo Feldens

Ao longo dos anos, foram desenvolvidas atividades em parceria com instituições como a Secretaria Municipal de Cultura de Niterói, o SEBRAE-RJ, a Universidade Federal Fluminense e o Circuito Fora do Eixo. Além da música, o coletivo também se envolve em causas da cultura local, como a preservação do Cinema Icaraí e a reabertura da Estação Cantareira.

Evolução e detecção de problemas

Além das bandas que fazem parte do coletivo, alguns locais entraram no circuito viabilizando a realização de shows. Neste ano, além de buscar uma nova logomarca para o coletivo, os principais articuladores realizam uma pesquisa de mapeamento da cena rock nas cidades de Niterói e São Gonçalo.

Na internet, o coletivo tem se articulado em todas as principais redes sociais, porém, segundo o fundador Pedro de Luna, não da forma ideal. A explicação dele é que os músicos dedicam mais tempo às suas próprias redes do que à do conjunto. O Araribóia Rock já teve experiência com blog, fotolog e Orkut. Há também o site institucional, que é mantido há anos, com as notícias e informações relevantes como histórico e bandas participantes – o festival anual Arariboia Rock 2010, realizado em dezembro último, foi o primeiro a ter um hotsite. Em entrevista ao site do Estrombo, Luna manifesta ainda sua vontade de hospedar músicas e vídeos das bandas do coletivo no site do AR.

Em reunião recente do grupo, foram diagnosticados alguns problemas que podem ajudá-los a dar prosseguimento à pesquisa de mapeamento. Questões como os horários ruins destinados aos shows em casas noturnas, a divulgação fraca, a baixa frequência dos eventos e a falta de relacionamento com o público são alguns dos entraves apontados.

Nesse mesmo encontro, foi comentado projeto de realização do evento Araribóia Rock Apresenta, além de terem discutido a proposta de transformar o Araribóia Rock em uma associação cultural para que o coletivo tenha uma sede para apresentações, cursos e local de trabalho.

O caso do Araribóia Rock mostra como é importante que a cadeia produtiva da música se articule em torno de questões que representem todos os profissionais envolvidos no processos de produzir, distribuir, circular e consumir música. Ao manter o foco na cena local de rock, é possível promover ações específicas que movimentam a economia desse lugar e do próprio gênero, explorando a capacidade criativa de músicos, técnicos e produtores culturais e os recursos econômicos (e também criativos) de selos, lojas e casas noturnas.

Para saber mais sobre o Araribóia Rock – inclusive como fazer parte dele – acesse o site.

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6 comentários

  1. Muito boa a matéria, parabéns!

    1. Obrigado, João Carlos.

  2. bem legal mesmo, não conhecia o Arariboia Rock mas já virei fã
    ah se toda cidade tivesse gente como eles…

    parabens pela reportagem, ficou maneira pacas.

    1. Olá, Roberto.

      Obrigado pelo retorno. Caso você conheça alguma iniciativa parecida, escreva de novo pra gente. Abraços.

  3. Também gostei bastante. Cheguei aqui por um link de um amigo músico.
    Niterói está de parabéns.
    Só não entendemos por que uma associação tão boa não tenha apoio da prefeitura de lá.

  4. Muito legal. Mais uma vez Niterói e seus agregados sempre bem inspirados em idéias surpreendentes.

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