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A união faz a música: crowdsourcing nos processos de criação

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Na definição da Wikipedia, “crowdsourcing é um modelo de produção que utiliza a inteligência e os conhecimentos coletivos e voluntários espalhados pela internet para resolver problemas, criar conteúdo e soluções ou desenvolver novas tecnologias”. Trazendo para nossa realidade, o crowdsourcing vem possibilitando processos criativos onde artistas pedem a colaboração dos fãs para compor músicas e fazer videoclipes.

Um caso recente interessante é o da compositora e cantora Imogen Heap, que vai lançar um álbum todo feito com os fãs. A primeira música desse projeto já está pronta. O processo de criação de #heapsong1 – que, posteriormente, passou a se chamar Lifeline – começou no dia 14 de março. Primeiro, ela pediu que os fãs fizessem o upload de clipes sonoros. Em seguida, eles deveriam sugerir palavras, criando uma “nuvem de palavras” para a música. Esse foi o material primário usado para a composição. Durante as duas semanas de trabalho na obra, a artista usou bastante o Twitter e fez muitas transmissões em vídeo, dando à composição a sensação de um processo compartilhado com várias pessoas.

No Brasil, duas experiências recentes se destacam na direção de convidar os fãs a interferir em processos criativos. A banda mineira Skank criou uma plataforma para criar um clipe colaborativo com os fãs, o SkankPlay. O aplicativo permite que o público grave e envie o seu vídeo tocando a música e crie uma versão final onde ele aparece acompanhado da banda.

Em processo semelhante, o Pato Fu também convoca colaboração para o videoclipe da música Rock’n'roll Lullaby. O projeto “Baby Star”, feito em parceria com a Dermodex, convida o público a enviar fotos dos seus “bebês” para aparecerem no clipe.

Duas coisas chamam a atenção nesses exemplos. A primeira é a crescente incorporação do público em processos de criação. Esses são casos que enxergam as tecnologias digitais como aliadas da música digital e que vão além do uso da internet como um canal de distribuição e circulação de música. Também é importante notar a união entre publicidade e música (que não é novidade na internet) “patrocinando” formas inovadoras no fazer musical que se tornam vantajosas para a banda e para a própria empresa patrocinadora, que constrói uma outra imagem junto ao público. Mas isso é conversa para outro momento.

Além desses processos criativos, será que o crowdsourcing também pode ser usado para pensarmos e desenvolvermos novos modelos de negócio para a música?

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1 comentário

  1. [...] e “nenhum direito reservado”. Também foi levantada a popularização das práticas de crowdsourcing, que reconhece em outras pessoas a capacidade de ter boas ideias, ajudando os empreendedores a [...]

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