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Consumo musical em aplicativos móveis: celulares e aplicativos

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Um dos objetivos do projeto Estrombo é desenvolver ações de capacitação em novos modelos de negócio e canais de distribuição para diversos agentes da cadeia produtiva da música. E uma discussão que tem ganhado fôlego nos últimos meses coloca o aparelho celular como um recurso importante para a música, principalmente a partir dos aplicativos – os tão falados apps.

Dados recentes coletados pela empresa de pesquisa e consultoria Gartner mostraram que os aplicativos para telefones celulares arrecadaram mais do que música digital em 2010. Durante o ano passado, 8,2 bilhões de aplicativos (dentre esses, há gratuitos e pagos) foram adquiridos em aparelhos de diversas marcas. Estima-se um faturamento de US$ 5,2 bilhões. Por outro lado, a indústria fonográfica arrecadou US$ 4,6 bilhões vendendo músicas digitais. Essa pesquisa prevê que a arrecadação vinda de aplicativos irá aumentar ainda mais em 2011.

Nessa direção, uma das previsões para a indústria da música atualmente é a maior popularização de aplicativos móveis musicais, principalmente aqueles que oferecem a escuta por streaming mediante diferentes planos de assinatura. Esse modelo de negócio tem se mostrado bastante vantajoso, já que a renda revertida com a música é gerada a partir de propagandas e do valor da assinatura do serviço.

Esses smartphones ainda são caros para o padrão brasileiro, mas talvez não demore muito para que os aparelhos que permitem esse tipo de serviço sejam mais acessíveis aqui. Apostando nessa realidade, a Som Livre lançou o site Escute. Ele oferece aos assinantes acesso a um catálogo com mais de 3 milhões de músicas, além de permitir escuta no celular – a princípio, somente para clientes TIM. No Brasil, outros serviços parecidos já estão em atividade: o Sonora, do portal Terra, e o Power Music Club, do GVT.

Ainda é cedo para fazer previsões, mas o sistema de assinaturas vem se mostrando uma alternativa possível para a rentabilização da música, por conjugar um enorme acervo, a conveniência e um valor relativamente baixo a ser pago pelo usuário. No entanto, esse tipo de oferta só valerá realmente a pena no Brasil quando o acesso à banda larga, aos celulares e smartphones multifuncionais e aos pacotes de dados ilimitados não for artigo de luxo.

É fundamental pensar-se também como os artistas que não têm contratos com gravadoras ou selos poderão aproveitar essa oportunidade. Há espaço para os músicos independentes se beneficiarem também desses canais?

Em um próximo post falaremos sobre as plataformas que atualmente permitem aos artistas independentes criarem seus próprios aplicativos.

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1 comentário

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