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Archive for julho, 2013

Spotify, um dos líderes em música na web, chega ao Brasil em setembro

Spotify, um dos líderes em música na web, chega ao Brasil em setembro. Saiba mais → http://bit.ly/160GlkS

Marketing Musical: entendendo as necessidades do consumidor

Para fazer música ganhando dinheiro suficiente para suprir suas necessidades e desejos é preciso ver sua música como um negócio, como nós já explicamos no artigo Marketing Musical: a música além da música.

O marketing musical é uma ferramenta que tem a função de criar e gerenciar conteúdos, serviços e produtos derivados do trabalho musical, de forma a satisfazer as necessidades do artista, como compor, tocar, vender e ser reconhecido.

Para que os seus objetivos sejam alcançados, você precisa desenvolver ofertas que atendam necessidades e interesses de um grupo de pessoas, como as de lazer, identidade, integração, estima, crescimento e liberdade, que ainda tenha a disposição e possibilidade de pagar o preço de seus conteúdos, serviços e produtos.

Desse modo, é preciso saber primeiro quais são as necessidades e interesses que podem ser atendidos. E a gente está aqui, como sempre, para contar para vocês! :D

Segundo Cinthia Van de Kamp, especializada em marketing musical pela Universidade Berklee, em Boston, são seis as necessidades que merecem destaque: lazer, identidade, relacionamento, estima, crescimento e liberdade.

A necessidade de lazer está relacionada à necessidade que as pessoas têm de sentirem-se relaxadas e divertirem-se. Por meio da música, um indivíduo pode se satisfazer em casa, em seu carro, no restaurante, em uma festa ou um show, por exemplo. Ele pode apenas apreciar as letras das músicas e suas melodias, dançar junto com seus amigos ou até mesmo assistir vídeoclipes.

A necessidade de identidade consiste naquela que as pessoas têm de sentirem que pertencem a alguma coisa, que elas têm diferenciais, experiências, sentimentos e propósitos que podem compartilhar com outros indivíduos. E a música é uma importante ferramenta de formação de identidades. Muitas vezes, ela fala de situações que são vividas por várias pessoas, em uma linguagem e simbologia comum a todas, fazendo com que elas sintam as suas identidades fortalecidas. Na Copa do Mundo de 1970, Miguel Gustavo compôs a música Para Frente Brasil, que é um ótimo exemplo de obra que satisfaz a necessidade de identidade.

A necessidade de relacionamento, como vocês podem prever, consiste nas relações sociais. As pessoas sentem a necessidade de troca. Elas querem se sentir parte de grupos, receber atenção e carinho e, por isso, buscam ter famílias, amigos, namorados. Um dos principais motivos que levam as pessoas a irem a festas, bares e shows é o convívio com outros indivíduos, com os quais elas têm alguma identificação.

Temos ainda a necessidade de estima, que está relacionada à carência natural do ser humano de ter uma boa auto-avaliação, sentir-se capaz e importante em seu ambiente social. Quando um consumidor de músicas compra os discos e vai aos shows de artistas que falam de coisas mais complexas, por exemplo, ele se sente em uma posição socialmente respeitada, se vê como uma pessoas mais culta e isso faz com que ele sinta-se mais capaz e importante.

Já a necessidade de crescimento refere-se à necessidade que as pessoas têm de se aprimorarem, de serem cada vez melhores. As pessoas buscam se desenvolver culturalmente, conhecer diferentes gêneros musicais e artistas. Podem-se ver indivíduos que não músicos e não executam nenhum trabalho ligado a essa arte, mas possuem grande conhecimento sobre estilos musicais, bandas antigas e novas, etc.

E por último, mas não menos importante, a necessidade de liberdade é a carência que as pessoas têm de ter autonomia, serem donas das próprias pernas, irem atrás de seus sonhos, assumirem suas personalidades e interesses, etc. Normalmente, quem busca satisfazer essa necessidade, visa se diferenciar e ser ousado, além de expressar-se.

E aí, você está suprindo alguma dessas necessidades das pessoas? Você construiu sua marca (a gente explicou sobre a construção da marca no mundo da música por aqui semana passada) de modo que revele a identidade do seu trabalho artístico e faça as pessoas sentirem-se parte dele?

Pense nisso! Existem diversas oportunidades. Inove, viva e sobreviva de música! A gente te ajuda, fique ligado por aqui ;D

Claudia Leitte: cantora vira empresária

A gente já falou em nosso blog (http://bit.ly/160jyaH) como muitos artistas já estão correndo atrás das novas opções de negócio dentro do ramo musical. E o mais novo exemplo disso, no mercado brasileiro, é a cantora Claudia Leitte. Saiba mais → http://bit.ly/14A18yE

Fita cassete ensaia retorno ao universo da indústria fonográfica

Fita cassete ensaia retorno ao universo da indústria fonográfica. Entenda → http://bit.ly/11UVO8S

Marketing Musical: você como marca

Semana passada a gente explicou aqui que para sobreviver de música não basta apenas fazer música. Contamos que é cada vez maior a necessidade do músico de utilizar técnicas para a gestão de sua carreira.

Saiu, recentemente, a notícia de que os músicos Marcelo Bonfá e Dado Villa-Lobos agora tem o direito à marca Legião Urbana. Mas o que isso implica? Legião Urbana não era apenas o nome da banda? A resposta é sim e não.

Uma das técnicas de gerenciamento de carreira é transformar-se, como artista, em marca – indo, assim, muito além apenas do fazer música. Como assim? A gente explica.

A marca é o conjunto de características que diferencia um artista de outros. É o conceito e a identidade do artista, enquanto o conteúdo, serviço e produto, é tudo que ele gera, como um disco, um DVD ou um show. A marca, além de constituir-se por um nome e um design, como explica Cinthia Van de Kamp, especializada em marketing musical pela Universidade Berklee, em Boston, reúne as promessas de satisfações e humaniza o produto, fazendo com que ele construa relacionamentos com o público. Uma pessoa escuta Marilyn Manson, por exemplo, por gostar da sua agressividade e rebeldia, ou Legião Urbana por seu trabalho simples e existencialista.

Você pode perceber a relação que existe entre o conceito do artista e as principais necessidades humanas, como as de identidade e de pertencimento a grupos sociais. É fazendo essa relação, que o músico conquista a simpatia do seu público-alvo. Ao criar a sua marca, você deve se preocupar com a imagem que pretende passar e quem deseja atingir, para definir qual é a sua linguagem, o seu estilo e personalidade.

Com base nessas informações, você deve criar um nome e um símbolo, sua logomarca, para que as pessoas tenham facilidade em diferenciar a sua banda das outras. A sua logomarca deve revelar a identidade de seu trabalho artístico. O conceito da marca O Rappa, por exemplo, tem o objetivo de passar a ideia de que a música dessa banda é inspirada nas calçadas das ruas, para ser exposta a pistas cheias de gente.

A banda Kiss é outro bom exemplo. Baseados em simples mas excelentes estratégias de marketing, alcançaram níveis de popularidade que muita banda séria jamais sonhou. Já começando pela criação de personagens, adicionando storytelling, como um grupo de super-heróis de diferentes personalidades. Maquiados e fantasiados de “The Starchild” (Paul Stanley), “The Demon” (Gene Simmons), “Space Ace” (Ace Frehley) e “The Catman” (Peter Criss). Como bem já disse J.J. Abrams: mistério vende, e assim mantiveram suas identidades “secretas” por mais de uma década. Uma história que terá um lugarzinho separado aqui mais para frente, no nosso cantinho das inspirações. Fiquem atentos!

Além disso tudo é preciso tomar um cuidado especial com os direitos sobre a sua marca. Para que você tenha direitos legais exclusivos para utilizar sua marca, evitando imitações, é preciso registrá-la. Algumas bandas precisaram modificar os seus nomes, pois eles eram iguais aos de outras marcas registradas, como o Natiruts (antes Nativos) e o Jota Quest ( antes Jonny Quest).

Então, antes de lançar seu trabalho, certifique-se de que o nome de sua banda não foi registrado por outro grupo, fazendo uma busca por meio do Instituto Nacional de Propriedade Intelectual – INPI, para evitar esse tipo de transtorno, que também pode interferir em sua carreira. Caso você não tenha encontrado outra marca, registre a sua imediatamente.

Um indivíduo veste a camisa de uma banda não só por gostar de suas músicas, mas por se identificar com a marca que ela representa, à qual valores e conceitos podem estar agregados.

Para pesquisar marcas e registrar a sua, acesse www.inpi.gov.br

Existem diversas oportunidades. Inove, viva e sobreviva de música! A gente te ajuda, fique ligado por aqui ;D

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