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Archive for dezembro, 2011

iTunes no Brasil: Música digital para quem?

Há duas semanas, a iTunes Store começou a operar no Brasil comercializando músicas e vídeos digitais. Essa notícia foi bem recebida por empreendedores da música que, agora, possuem espaço na mais popular loja de bens digitais do mundo. Além da iTunes Store, o Rdio chegou também ao país, trazido pela operadora Oi. O serviço de streaming possui diversos planos de assinatura e pode ser utilizado no computador e no celular. Apesar desses dois produtos terem chegado somente no fim de 2011 às conexões nacionais, produtos como o Sonora, a UOL Megastore e o iMusica já vinham se consolidando há algum tempo nos lares e gadgets brasileiros.

De fato, o Brasil está vendo um aumento nas possibilidades do comércio de música digital, principalmente na categoria “streaming”, que se configurou como uma tendência importante ao longo do ano, desenvolvendo novos hábitos de consumo. Com planos de assinatura relativamente baratos para a quantidade de faixas oferecidas, esses serviços nos permitem acessar, na nuvem, bibliotecas musicais através de nossos computadores ou celulares.

Os serviços são bastante tentadores, mas quais os custos atrelados a essas novidades?

No caso do streaming, para ele ser bem aproveitado no computador, é necessário uma conexão de banda larga; no celular, é preciso contratar um plano de internet ou ter acesso constante a uma conexão via wi-fi. Apesar da banda larga ter ficado mais acessível nos últimos anos, a internet pelo celular continua cara e, normalmente, é feita mediante planos de fidelização de 1 ano mínimo de duração. E os bons smartphones que permitem a contratação desses planos também são caros para os padrões brasileiros.

Sobre a iTunes Store, o caso é ainda mais complexo. Por ser da Apple, todas as operações feitas pela loja virtual são voltados prioritariamente para usufruto em gadgets da mesma empresa, ou seja, iPods, iPhones, iPads etc. No site da Apple, o preço do último modelo de smartphone da empresa vendido no país – o iPhone 4S – varia de R$ 2,6 mil a R$ 3,4 mil. É possível comprá-lo pagando um pouco menos, desde que seja realizado contrato de fidelidade com uma das operadoras que vendem o aparelho. Além do mais, por enquanto, as músicas vendidas pela loja têm seu preço em dólar e precisam ser compradas com cartão de crédito internacional. No fim das contas, eventualmente pode sair mais barato comprar um CD e ripar as músicas para o computador – que, por incrível que pareça, ainda é prática ilegal – do que comprar em moeda estrangeira, pagar IOF, a anuidade do cartão de crédito e torcer para que o dólar não tenha uma alta repentina.

Em entrevista ao jornal O Globo, Felippe Llerena, diretor do iMusica, prevê que “num primeiro momento, o usuário da iTunes Store deve vir mais das classes A e B, proprietárias de iPhones. Mas hoje o consumo digital é basicamente feito pelas classes C e D, pelas compras através dos serviços de operadoras de celulares. Com a iTunes Store, o leque de ofertas será aberto a diferentes camadas da população. O consumo vai aumentar, solidificando a indústria.”

A venda de fonogramas através de plataformas digitais tem seu valor principalmente atrelado à sua conveniência e praticidade. Mesmo sendo um serviço para poucos, e tendo chegado ao Brasil com muitos anos de atraso devido à dificuldade de negociação com as majors – perdendo, assim, a oportunidade de criar hábitos de consumo legal de música em toda uma geração de consumidores – o iTunes pode ser percebido como mais uma boa ferramenta para distribuição de música online.

Você já utilizou os servicos de venda de música online? Como foi sua experiência?

Seminário “Farol Digital” discutiu inclusão digital e cultural na FGV

Lan houses e Pontos de Cultura são espaços fundamentais para o desenvolvimento social, aliando inclusão digital e produção, distribuição e consumo de bens culturais. Buscando sistematizar os últimos avanços nessas questões e fomentar o surgimento de novas políticas públicas voltadas para o desenvolvimento desses espaços, o Seminário “Farol Digital: as lan houses e pontos de cultura como centros de inclusão social e cultural” reuniu na FGV RJ, em uma iniciativa dos projetos Estrombo, Open Business e FINEP, um grupo de especialistas para compor a mesa de discussões “Cultura Digital: novos espaços de inovação, criatividade e consumo”.

Mediada por Luiz Fernando Moncau, do Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV, a conversa teve início com Alexandre Barbosa, do CETIC (Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação), que apresentou dados importantes sobre o acesso à internet no contexto brasileiro. Das 65 milhões de pessoas que usam internet no país (CGI – 2010), 35% acessam nas lan houses enquanto 25% dos domicílios brasileiros possuem internet. No Brasil, existem aproximadamente 100 mil lan houses, que geram grande impacto no seu entorno. Apesar do acesso estar concentrado na regiões Sul e Sudeste, é no Nordeste que encontramos o maior número de lans. Segundo ele, com o avanço da inclusão digital, a tendência é termos cidadãos mais treinados, mais preparados.

Uma reflexão importante trazida por Barbosa é que a inclusão digital não depende somente do acesso à tecnologia: ela precisa ser incorporada no dia a dia. “As empresas estão conectadas, mas não necessariamente incorporaram essa tecnologia em seus processos para inovar”, afirmou. Os desafios para a inclusão digital também estão nas escolas públicas, pois essa tecnologia não necessariamente está incorporada ao processo de aprendizagem.

No que diz respeito aos impactos na cultura, a lan house é percebida como mais que um elemento de inclusão, pois ela tem o poder de disseminar conteúdo. “As lan houses precisam se reposicionar como centros de inclusão educacional e cultural”, concluiu Barbosa.

Em seguida, Reinaldo Pamponet, fundador da Eletrocooperativa e da Rede ItsNoon, ressaltou o papel da lan house como um lugar de convivência e a importância disso na geração de novos negócios e empreendimentos. E, nesse caso, segundo Pamponet não adianta importar modelos; precisamos nos reconhecer e operar como brasileiros. “Importamos tecnologia, equipamentos e metodologia, mas criatividade não se importa com essa facilidade toda porque é um software que opera numa dinâmica cultural”, refletiu.

Para o palestrante seguinte, Mario Brandão, da ABCID (Associação Brasileira de Centros de Inclusão Digital), precisamos privilegiar o acesso à internet pelas classes D e E. Segundo Brandão, o encontro dessas pessoas com a tecnologia acontece principalmente nas lan houses, por ser economicamente vantajoso.

“Quando a pessoa fala ‘não tenho certidão, não tenho RG, mas tenho perfil no Orkut’, isso dá uma identidade pra ela, um posicionamento no mundo”, afirmou o presidente da ABCID. Existe uma luta que vem sendo vencida aos poucos, que é convencer o poder público de que a lan house não deve ser afastada das pessoas. A lei que proibia o funcionamento de lans a 1 km de centros de ensino foi revogada neste ano.

Encerrando sua participação, Mario completa dizendo que “a lan house é um espaço onde o analógico encontra o digital, onde a base da pirâmide encontra a tecnologia”.

Políticas públicas para inclusão cultural e digital

Da Secretaria de Estado de Cultura, Juliana Lopes e Adriano Belisário comentaram os últimos editais e projetos da Secretaria voltados para os Pontos de Cultura. De acordo com Juliana, os projetos são desenvolvidos tendo em vista três diretrizes: “a periferia é território de potência criativa; todas as ações são construídas em diálogo com a sociedade civil e reconhece-se os agentes culturais como protagonistas, não como meros receptores”.

Hoje, existem em torno de 3 mil Pontos de Cultura, ou seja, organizações da sociedade civil, como ONGs, que recebem aporte financeiro para desenvolver ações culturais. No último edital, 73 municípios do estado do Rio de Janeiro foram contemplados com Pontos de Cultura. “Acreditamos nos processos culturais para gerar desenvolvimento local, humano e social”, completa Juliana.

Para fechar o debate, Adriano Belisário falou sobre a definição de cultura digital praticada por eles na SEC/RJ. “Enquanto a inclusão digital representa a máquina que oferece o acesso; a cultura digital abrange as formas como as pessoas se apropriam dessas ferramentas”. Assim, eles procuram atuar em dois eixos: o da cultura livre, onde tem-se o conhecimento e a informação como bens comuns – sendo fundamentais os processos colaborativos – e o eixo da tecnologia aberta, filosofia que busca entender e praticar a tecnologia como algo que não deve ser mistificado.

Assim, as lan houses configuram-se não somente como espaço para downloads, mas para uploads: um centro de produção comunitário e coletivo.

Dando prosseguimento ao evento, a pesquisadora Joana Varon Ferraz, do CTS/FGV, lançou o livro “Lan houses e pontos de cultura: Estruturas para inovação na base da pirâmide social”, organizado por ela e Ronaldo Lemos (CTS/FGV). Com textos de Adriano Belisário (SEC/RJ), Graciela Hopstein (Nupef), Olivia Bandeira (Instituto Overmundo), Ronaldo Lemos (CTS/FGV), dentre outros, a obra discute o novo pensamento sobre o papel das lan houses, ressaltando a forte ligação que pode ser estabelecida entre elas e os Pontos de Cultura. Baixe aqui seu exemplar.

O documentário “Farol digital: a lan house como centro de inclusão social e cultural” foi exibido logo a seguir para os presentes. O filme de 13 minutos foi dirigido por Lao de Andrade e produzido pela Pindorama Filmes, mesma produtora que realizou os 10 vídeos sobre formalização do Farol Digital. No filme, conhecemos a história de alguns empreendedores e os desafios enfrentados na formalização de lan houses, além de um panorama geral sobre o acesso à internet no país e da importância das lans no processo de inclusão digital. Assista o documentário abaixo, licenciado em Creative Commons para livre uso e reuso.

SEBRAE abre inscrições para delegação do RJ que irá ao MIDEM

O SEBRAE está com inscrições abertas para a delegação do Rio de Janeiro que participará da MIDEM – Connected by Music. A feira, que acontece em Cannes, é o principal evento voltado para as novas tecnologias da indústria musical. Em parceria com a APEX e com a BMA, dará o apoio que o pequeno empreendedor do segmento precisa para efetivar negócios internacionais, como estande na feira e credencial de acesso ao evento.

Os interessados devem entrar em contato com o SEBRAE (lmendes@sebraerj.com.br ou 0800 570 0800) para solicitar mais informações e a ficha de inscrição.

O MIDEM

O MIDEM, já em sua 46ª edição, é um evento que conecta a indústria musical usando as novas tecnologias como forma de geração de negócios. Para se adaptar à evolução natural do mercado da música, uma série de inovações serão implementadas. No próximo ano, o MIDEM acontece de 28 a 31/01 em Cannes e vai reunir empresas de tecnologia, agências de publicidade e marcas ao redor de artistas e tradicionais agentes da indústria da música.

Entre as maiores novidades para 2012, o MIDEM terá um novo espaço, o “Direct2fan Camp”, onde artistas independentes e selos poderão se encontrar, além de que nele também estarão expostas as mais recentes ferramentas digitais que visam desenvolver e enriquecer a relação direta do artista com o público. Os participantes poderão se beneficiar de conselhos e formação em técnicas para otimizar a sua presença on-line através das novas ferramentas tecnológicas e redes sociais.

A partir deste ano a programação do MidemNet vai acontecer simultaneamente e será distribuída ao longo dos quatro dias do evento, com um dia especial, a segunda-feira, dedicada a palestras-chave, que será chamada de “Visionary Monday”. No MIDEM 2012 também será lançado o “Innovation Factory”, um espaço de encontro e de descoberta onde as start-ups, os principais agentes em tecnologia, os artistas e as gravadoras poderão compartilhar suas necessidades, projetos e experiência na área da música.

No coração do espaço “Innovation Factory”, vai acontecer o “MidemLab”, concurso internacional aberto a start-ups inovadoras e desenvolvedoras de aplicativos, que já foi um grande sucesso em 2011 e que irá agora ampliar o seu escopo para incluir empresas de todos os setores. Os candidatos devem propor inovações e soluções digitais destinadas a ajudar os executivos, artistas e marcas a alcançar e desenvolver seu público, mas ao mesmo tempo gerar receitas.

Para as marcas, o novo MIDEM está desenvolvendo um programa ainda mais sofisticado em conteúdo, conferências e workshops, a fim de promover a interação com artistas, editoras e gravadoras. Depois do sucesso do “Sync Day” (dia dedicado à sincronização) em 2011, o MIDEM está expandindo este evento com a uma competição, que irá conceder prêmios para o melhor uso da música em uma campanha de marketing.

Outra novidade será o lançamento do “Midem Festival”, aberto aos executivos da indústria e, pela primeira vez, também ao público em geral. Ele será composto por três noites de concertos especiais em um único espaço a ele dedicado, durante o qual artistas e estrelas internacionais dividirão o line-up. O palco do “Fringe”, lançado no último MIDEM, foi renomeado “MIDEM off” e para a próxima edição vai incluir uma programação musical no coração do mercado durante o dia, e performances ao vivo nos bares de Cannes durante a noite.

PROGRAMAÇÃO PRELIMINAR DA MISSÃO

26/01/2012 – Saída do Rio
Apresentação no Aeroporto Internacional Antonio Carlos Jobim – Galeão, com destino a Cannes.

27/01/2012 – Cannes
Tarde: chegada em Cannes. Check- in no hotel.

28 a 31/01/2012 – Cannes
Dias dedicados a MIDEM – Connected by Music.

01/02/2012 – Cannes/ Rio de Janeiro
Manhã: check-out no hotel, translado hotel-aeroporto e apresentação no aeroporto de Cannes para embarque no vôo com destino ao Rio de Janeiro.

APOIO DO SEBRAE

O SEBRAE prestará apoio na seleção de contrapartes e no agendamento das reuniões, caso solicitado, disponibilizará intérpretes, transporte para as atividades da missão, material gráfico de apoio, organizará uma reunião preparatória, além de inscrever a delegação no evento – só a entrada da feira custa hoje 795 Euros.

Investimento: R$600,00 de taxa de adesão, além de estadia, passagem e demais despesas pessoais que podem ser vistas com a agência de viagens indicada ou com outra de sua preferência. Como referência, o pacote hoje custa em torno de 1500 dólares por pessoa em apartamento duplo.

Ao vivo: Farol Digital em seminário, livro e documentário

Acompanhe abaixo o Seminário “Farol Digital: as lan houses e pontos de cultura como centro de inclusão social e cultural”.

http://www.estrombo.com.br/faroldigital/

Programação

18:00 – Abertura

18:30 – Mesa – Cultura Digital: Novos Espaços de Inovação, Criatividade e Consumo
Reinaldo Pamponet (Eletrocooperativa)
Adriano Belisário e Juliana Lopes (Secretaria de Estado de Cultura)
Alexandre Barbosa (CETIC)
Mario Brandão (ABCID)
Eliane Costa (Petrobras)
Moderador: Luiz Moncau (FGV Direito Rio)

20h – Lançamento do Livro “Pontos de Cultura e Lan Houses: estruturas para a inovação na base da pirâmide social”
Joana Ferraz (FGV Direito Rio)
Baixe aqui o livro

20h15 – Encerramento e Exibição do documentário “Farol Digital: A lan house como centro de inclusão digital e social”

Assista o documentário aqui.

Cultura e inclusão: donos de lan house falam sobre suas experiências

As lan houses são instrumentos fundamentais para a inclusão digital e terrenos férteis para a geração de novos negócios. Durante o Festival CulturaDigital.Br, realizado dias 2 e 4 de dezembro no Rio de Janeiro, conversamos com alguns donos de lans para saber sobre suas experiências e avaliar como a campanha Farol Digital: Sinal verde para a lan house está sendo recebida.

“Os que não são formalizados vão entender melhor a importância.”

A lan house de Helio Viana de Menezes fica em Senador Camará, no estado do Rio de Janeiro. “A ideia da montar a lan surgiu no ano de 2005, no interior da Bahia. Trabalhava de garçom e estava sentado esperando o movimento. Eu, com uma caneta na mão, comecei a calcular: 3 PCs de 9h às 10h, 3 reais; de 10h às 11h, mais 3 reais etc. Com 30 dias, pedi as contas e abri com 5 PCs. Depois de 1 ano, com 13 PCs, vendi e abri aqui no Rio. Atualmente, estou com 17 computadores.

As principais atividades na lan são: “a realização de trabalhos escolares, matrícula e pessoas com baixa renda, sem condições de ligar para outros estados, vêm aqui para se comunicar através de Orkut, MSN, Skype etc. com seus entes queridos. Também tem simulado online, concursos e outros serviços que ajudam a comunidade.”

Sobre a formalização: “minha formalização foi fácil, porque o site Portal do Empreendedor já explica tudo com detalhes”.

Importância dos vídeos do Farol Digital: “os que não são formalizados vão entender melhor a importância da formalização, credibilidade, aposentadoria etc.”

“Com a formalização, esperávamos obter benefícios com o CNPJ e participar de futuras parcerias.”

InfOnline é lan house de Alessandro Lopes dos Santos, que fica na Rua Dois de Maio, 334 Loja A, Rio de Janeiro. Conversamos com ele sobre o surgimento de sua lan, importância dos serviços oferecidos e formalização.

Como surgiu a ideia de ter uma lan house?

Isso começou uns 8 anos atrás, eu e meu sócio trabalhávamos na mesma empresa de instalação de ventilador de teto, e buscávamos algo próprio, foi daí que surgiu a ideia de montar uma lan house. Na época, ninguém sabia direito o que era aqui no bairro e comunidade. Somos da comunidade Dois de Maio, mas resolvemos abrir a lan house fora dela, porque queríamos poder trabalhar sem a imposição ou restrição de funcionamento, ninguém chegar e mandar abaixarmos as portas porque tinha operação na comunidade, por exemplo.

Começamos com jogos, igual a todas mas com o passar do tempo começamos a ver as necessidades da comunidade e o entorno em obter serviços. Sem ter nenhum tipo de orientação, fomos olhando o mercado e o que ele pedia. Assim, começamos a oferecer um leque de serviços como currículos; muitos conseguiram emprego e voltavam para agradecer, como se nós tivéssemos dado o emprego, porque eles não tinham noção do que era um currículo. Até hoje, muitos não têm. Aí começamos a fuçar a net em busca de serviços que, na época, eram poucos mas fomos agregando 2ª via de contas, certidões de “nada consta”, consultas processuais, impressões, xerox, fax, cursos EAD, recarga de celular, recarga de jogos online, consulta SPC e Serasa, 2ª via do CPF, gravar fotos em DVD, pendrive, digitação de documentos, criar e-mails, MSN, Orkut, Facebook etc. Criamos um site interno de fácil acesso aos usuários: com um clique, ele vai ao banco, e-mail, museus e muitos outros links úteis. A cada dia, agregamos mais serviços, como conserto e manutenção de Pcs. Junto ao Mario Brandão, estive na fundação da ABCID, e faço parte também dos grupos que auxiliam as lan houses hoje, indo a vários eventos destinados ao universo que a lan house pode oferecer para o seu meio. Através destas práticas que surgiu a InfOnline que resumimos em Centro de Conveniência e Inclusão Digital.

Qual a importância da sua lan house na localidade onde vive?

Bom, acho que tem a resposta na primeira pergunta, mas posso dizer o que os clientes dizem pra gente quando não abrimos (o que é raro acontecer): “vocês não podem fechar porque vocês são iguais aos serviços essenciais como hospital, bombeiro”. Hoje, aqui na InfOnline se concentra todos os serviços: Egov, impressão, pesquisas escolares, ponto de acesso Sebrae, formamos empresários no MEI, Detran com serviços, simulado e orientação.

Por que você decidiu formalizar sua lan house?

Tivemos sempre uma preocupação em não ter ninguém batendo na nossa porta querendo dinheiro por não estarmos legalizados. Por isso, saímos da comunidade pra abrir a lan house ao lado e poder ter as pessoas da comunidade e do entorno, juntando os dois mundos, sempre preservando e se preocupando com o bem estar das pessoas independente de classes sociais (fiscalizando e não deixando xingar, acessar conteúdos inadequados a faixa etária e nem pornográficos seja adulto ou não).

Como foi a formalização?

Não foi fácil conseguir, ainda mais naquela época, mas obtivemos alvará de funcionamento, alvará do Corpo de Bombeiro e, por último e mais doloroso, álvara Judicial para entrada e permanência de crianças e adolescentes, mas conseguimos.

Com isso esperávamos não mais sermos importunados por polícia, que era quem fiscalizava sem poder (o que acontece com muitas lan houses) e também poder obter benefícios com o CNPJ em compras em empresas de tecnologia, revendas de todas as naturezas que só fazem através de CNPJ, e participar de futuros benefícios e parcerias.

Qual a importância dos vídeos do projeto Farol Digital para a formalização das lan houses?

Acho muito bom é bem explicativo, não tem como não fazer. Eu aqui já fazia por ser um ponto de acesso do SEBRAE, formalizando vários empreendedores locais. Fiz vários cursos no SEBRAE, como o dos 5 “S”, Empreendedor Individual, Como Vender Mais e Melhor, Atendimento ao Cliente, entre outros.

Minha opinião na integração das lan houses com a Secretaria de Cultura, é que essa relação só vem a somar, para que possamos oferecer um maior conteúdo de ensino e cultura, mostrando à comunidade que existem um mundo lá fora diferente do que muitos estão acostumados.

Foto: Pedro BelascoCC BY-SA 2.0

Farol Digital

 

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