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Archive for setembro, 2011

Uma câmera na mão, uma ideia na cabeça e uma música ao fundo

Durante os anos 90, os videoclipes atingiram seu auge como produtos fundamentais da cultura musical. Impulsionados por canais como a MTV, muitos artistas viram no formato uma forma de divulgar sua produção que envolvia tanto a música quanto a própria imagem do artista, criando estéticas próprias e entendendo o clipe como uma outra maneira de comunicar a música.

Com o advento das novas tecnologias digitais, os videoclipes ganharam muito espaço na internet em sites de compartilhamento de vídeos como o YouTube. Isso ocasionou uma mudança de plataforma quase imediata – os clipes musicais deixaram de ser uma exclusividade televisiva para invadir novos espaços, do computador ao celular. Apesar de retornar aos poucos para a TV, a internet se estabeleceu nos anos 2000 como uma janela de exibição primordial para a divulgação dos vídeos.

Hoje, com as ferramentas de produção de vídeo mais baratas e o armazenamento praticamente gratuito, torna-se ainda mais viável que as bandas façam seus próprios clipes, estimulando o engajamento do público através dessa mídia. Uma pesquisa recente do NPD Group apontou que quase metade dos adultos ouve música online de graça, e, desses ouvintes, 58% usam o YouTube para isso (leia mais sobre esse assunto no post).

É claro que isso gera um outro problema, principalmente para os independentes: a luta pela atenção. Não existe uma fórmula para contornar esse problema, por isso os artistas não devem devem se preocupar somente com a criação, mas também com os meios adequados para distribuir e divulgar o produto. Afinal, do que adiantaria o investimento de tempo e dinheiro para poucas pessoas pessoas apertarem o play?

Participe desse debate: como é a rotina de produção e divulgação dos videoclipes da sua banda?

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Empreendedor individual do funk: saiba como se formalizar

Recentemente, o SEBRAE/RJ lançou uma cartilha voltada para a cadeia produtiva do funk, com o objetivo de esclarecer e promover a formalização para os diversos profissionais da área.

No documento, que pode ser baixado aqui, há informações sobre os benefícios de se registrar como empreendedor individual, os tipos de atividades desenvolvidas que permitem o enquadramento na categoria e como fazer o cadastro.

Dentre as vantagens, o profissional formalizado pode abrir uma conta bancária jurídica, acessar empréstimos com juros diferenciados, fornecer serviços para prefeituras e governos, participar de editais de cultura e garantir benefícios aos seus familiares.

A categoria jurídica Empreendedor Individual (EI) é voltada para profissionais e negócios cujo faturamento anual não ultrapassa R$ 36 mil. Nesse caso, o empreendedor evolui para a condição de Microempresa e deverá cumprir novas obrigações do Simples Nacional.

Para obter outras informações como aposentadoria, contratação de funcionários, obrigatoriedade da emissão de notas fiscais e pagamento de impostos, leia a cartilha.

Saiba mais no Portal do Empreendedor e no Sebrae, através do 0800 570 0800.

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Foto: André Gomes de Melo CC BY-NC-SA 2.0

“Comprador & Imagem”: leve sua música para o exterior

Acontece nos dias 3, 4 e 5 de outubro, na Associação Comercial do Rio de Janeiro – ACRJ, o “Projeto Comprador & Imagem”, do Brasil Music Exchange. A proposta é promover um espaço de negócios internacionais com seminários, conferências, mesas de debate e encontros de negócios.

Este projeto trará para o Estado compradores de música e jornalistas (saiba mais sobre eles aqui) para negociar com produtores locais e promover a música do Brasil no exterior. Através das ações mencionadas acima, eles terão a oportunidade de conhecer o trade da música no Rio de Janeiro, o mais representativo do Brasil.

Saiba mais sobre as ações:

Conferência: Seminário e Debates
Realização de um ciclo de apresentações e palestras com os principais nomes da música – produtores de grandes bandas nacionais e internacionais, organizadores de festivais, jornalistas, executivos de gravadoras, entre outros. Além disso, propõe-se uma apresentação dos convidados internacionais sobre o mercado de atuação de cada um.

Pitching/Encontros de Negócios
Oportunidade de bandas e produtores brasileiros apresentarem em 3 minutos suas propostas para uma banca de possíveis compradores da música brasileira. A partir destas apresentações, os compradores selecionam os que mais interessam para uma rodada de negócios individual.

As inscrições para o pitching são gratuitas e feitas com o preenchimento de uma ficha de inscrição online em inglês e o envio de 3 faixas em mp3 do(s) artista(s) representado(s). A BMA selecionará até 50 empresas/artistas brasileiros para participarem do Pitching e enviará para os compradores e jornalistas os perfis destes participantes.

A partir do Pitching ou de uma seleção prévia do comprador, será organizada a agenda de cada empresário estrangeiro para uma reunião individual com os brasileiros que mais lhes interessarem. Esta fase, chamada de encontros de negócios, acontecerá em um 3º dia.

Para se inscrever no Seminário “Música em Debate” e no Pitching, preencha o formulário aqui.

Para se inscrever somente no Seminário “Música em Debate”, acesse o link.

Programação:

03/10 – Música em debate
15:00 – Abertura – BMA e SEBRAE
15:30 – Mesa 1 – Music and Media: Arwa Haider, Joe Muggs e Lopa Kothari
16:15 – Coffee Break
16:30 – Mesa 2 – Music Publishing: Sharon Elizabeth Dean e Robert Urbanus
17:15 – Mesa 3 – International Market for concerts: Andy Woods e Jodi Gillet
18:00 – Perguntas e respostas
18:30 – Encerramento

04/10 – Mercado Internacional
14:30 – Pitching (apresentações de 3 minutos por banda/empresa/artista)
19:00 – Apresentação das agendas de 04/10

05/10 – Encontros de Negócios
14:00 – 19:00 – Reuniões individuais de 30 minutos por empresa.

Site “Minimecenas” propõe que artistas sejam “adotados” por seus fãs

Nos últimos anos, tornou-se comum afirmar que a indústria da música carece de modelos de negócio que resolvam o problema do compartilhamento de arquivos, da pirataria e da consequente queda na venda de música, física ou digital. Isso não deixa de ser verdade. No entanto, observa-se cada vez mais iniciativas que “jogam” com a realidade atual ao invés de tentar combatê-la. Nessa direção, já apontamos algumas vezes no blog como o crowdfunding tem aparecido como uma solução interessante para os músicos financiarem sua produção e, ao mesmo tempo, recompensarem os fãs.

Com essa mentalidade – e experiência com as dificuldades de se começar uma carreira musical de forma independente –, a artista recifense Lulina criou o site “Minimecenas”. A proposta da plataforma é inspirada pela figura do mecenas, pessoa da elite que bancava os artistas para produzirem. No site recém-lançado, artistas selecionados por Lulina possuem os seus próprios mecenas: os fãs, que doam quantias mensais fixas por um ano para que os artistas possuam uma renda fixa para planejar sua carreira. Nos próximos meses, outros profissionais da área irão indicar os seus artistas para “adoção”. A proposta da plataforma é também ultrapassar a música e contemplar outros tipos de produção cultural.

Novamente, o que está em jogo aqui é saber aproveitar criativamente as oportunidades trazidas com as novas tecnologias digitais. Afinal, quem disse que a música está acabando? Pelo contrário, já temos diversos casos de artistas driblando os modelos de negócio mais tradicionais da indústria fonográfica para se concentrar na potencial global de comunicação dos novos meios, seja através das redes sociais, seja através do financiamento coletivo e colaborativo para gerar renda. Outro ponto importante é que o “Minimecenas” mostra que a cena independente não se desenvolve mais localmente. Pessoas de qualquer lugar do mundo podem “adotar” os artistas que gostam e contribuir para que eles continuem produzindo. E assim, quem faz e quem consume música pode dialogar diretamente, um interessado no que o outro tem a dizer.

Mas e o que você tem a dizer sobre isso? Comente e participe desse debate.

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I Fórum da Internet no Brasil acontece em São Paulo nos dias 13 e 14/10

Acontece nos próximos dias 13 e 14 de outubro, em São Paulo, o I Fórum da Internet no Brasil. Promovido pelo Comitê Gestor da Internet, as mesas de debate reunirão representantes da comunidade acadêmica, do terceiro setor, do segmento empresarial e do governo para discutir os desafios atuais e futuros da internet.

As discussões ocorrerão em torno dois seis temas principais:

- Liberdade, privacidade e direitos humanos
- Governança democrática e colaborativa
- Universalidade e Inclusão Digital
- Diversidade e Conteúdo
- Padronização, interoperabilidade, neutralidade e inovação
- Ambiente legal, regulatório, segurança e inimputabilidade da rede

As novas tecnologias de comunicação estão cada vez mais imbricadas na forma de pensarmos a política, a economia e a cultura. Não é à toa que se populariza no Brasil o conceito da economia criativa, que traduz a capacidade de gerar renda e monetizar ideias, processos e cultura. Em tempo de crise nos suportes de reprodução musical, nos modelos de negócio mais tradicionais, e com o surgimento de novas iniciativas que dialogam criativamente com a cultura digital, faz-se fundamental um debate como esse, pois enxerga os impactos e mudanças advindas da evolução tecnológica como parte do próprio cotidiano. No caso da música, debates como esse ajudam, por exemplo, a pensarmos iniciativas que se integram com o cenário digital contemporâneo ao invés de manter o foco no combate de práticas e costumes que, dificilmente, serão erradicados.

Através das seis linhas de discussão propostas, o I Fórum da Internet no Brasil poderá contribuir, de fato, para ampliar o conhecimento sobre as relações da internet com os diversos setores da sociedade e estimular criação de políticas públicas na cultura digital que vão de encontro à um futuro sustentável, inclusivo e que respeite a natureza aberta da internet.

Inscreva-se no site e ajude e divulgar o evento no Facebook.

Farol Digital

 

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