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Archive for julho, 2011

Ministério da Cultura: “Programa de Intercâmbio e Difusão Cultural”

Inscrições, para viagens em outubro, podem ser feitas até 25 de agosto

O Ministério da Cultura abriu inscrições para o Edital de Programa de Intercâmbio e Difusão Cultural. Serão R$6,6 milhões divididos em dois editais. O primeiro edital, com investimentos de R$ 3,3 milhões, foi publicado dia 8 de julho no Diário Oficial da União (Seção 3, a partir da página 19) e contempla viagens que ocorrerão entre outubro deste ano a março de 2012.

Com recursos do Fundo Nacional da Cultura (FNC), o Programa consiste na concessão de auxílio financeiro para o custeio de despesas relativas à participação de artistas, técnicos, agentes culturais e estudiosos em atividades culturais, promovidas por instituições brasileiras ou estrangeiras.

A ação tem o objetivo de promover a difusão e o intercâmbio da cultura brasileira em todas as áreas culturais: artes cênicas, artes visuais, música, audiovisual, memória, movimento social negro, patrimônio museológico, patrimônio cultural, novas mídias, design, serviços criativos, humanidades, diversidade cultural, entre outras expressões.

Confira aqui o Edital de Intercâmbio.

Fonte: MinC.

Instagram na divulgação e produção de conteúdo musical

Instagram é um aplicativo mobile que turbina as fotografias tiradas com diversos filtros de apelo vintage, ao mesmo tempo que utiliza a mecânica do Twitter – seguir, ser seguido e mensagens de poucos caracteres – e integração com outras redes sociais, como o próprio Twitter e Facebook. Até agora, o app só existe para o iPhone, mas os desenvolvedores já expressaram vontade de expandir para outras plataformas. Em teoria, ele não foi pensado com fins musicais, mas alguns artistas encontraram no aplicativo um meio de promover suas músicas. Aqui, comentaremos sobre dois casos recentes: o do Moby e o da banda The Vaccines.

“Destroyed”, o álbum mais recente de Moby, foi lançado em um website dedicado que integra Soundcloud e Instagram. Na página, somos saudados com uma mensagem do artista e podemos interagir com a imagem do mapa que aparece a seguir, enquanto escutamos o álbum por streaming.

Os pontos brancos levam para fotos tiradas pelo próprio Moby em cidades e quartos de hotel ao redor do mundo, onde as músicas de Destroyed foram compostas. Os fãs também podem inserir suas próprias fotos no mapa – representadas pelos pontos pretos – adicionando a hashtag #destroyed às legendas de suas imagens feitas com o Instagram.

Outro uso interessante do aplicativo está sendo feito pelo The Vaccines, uma banda inglesa de rock que estourou este ano com resenhas bastante positivas do primeiro álbum: “What Did You Expect From The Vaccines?”. O videoclipe para a música “Wetsuit”, o próximo single, será composto com fotos de Instagram feitas por usuários em festivais de música. Assim como no caso anterior, essas fotos também vão para um website dedicado através da hashtag #vaccinesvideo, que atualiza a galeria na página em tempo real.

Essas ações apontam para algumas questões muito interessantes sobre a música digital. A primeira delas é a retomada de um apelo visual do álbum físico, perdido com os arquivos de áudio digitais. Outra, é contar com o público para desempenhar, nesses casos, duas funções principais: divulgação e produção de conteúdo. Publicando fotos usando as hashtags na legenda, não só eles levam suas fotos para os espaços criados por esses artistas, como divulgam para a sua lista de seguidores o produto em si, seja a música, o videoclipe ou o website, propagando a mensagem entre seus amigos.

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Fontes consultadas: Mashable e Simply Zesty.

Dica de leitura: 10 Instagram tips for bands, by bands.

Encerramento do curso para “Para internacionalizar…”

Começou terça-feira o curso Planejando para internacionalizar a musica brasileira. Cerca de 60 empresários e empreendedores da cadeia produtiva da música debateram sobre os temas referentes à comercialização da música no mercado internacional, transformação do mercado da música, novos modelos de negócios, promoção em blogs e redes sociais, contrato de câmbio e remessas internacionais, visto de entrada de artista nos EUA e impostos americanos (com a participação de representantes do consulado americano), branding, contratos e direitos autorais.

Os participantes também tiveram a oportunidades de conhecer casos de sucesso da música no mercado internacional.

Hoje, encerramos com uma apresentação sobre promoção em feiras, rádios e revistas e ações da BM&A com o apoio do SEBRAE: Projeto Comprador, Womex, Midem e Bafim. onde os participantes poderão efetivamente colocar em pratica as lições aprendidas.

Curso de Produção Executiva para o mercado fonográfico

Curso de Produção Executiva para o mercado fonográfico (CDs, internet, telefonia celular e novas mídias).

Rio de Janeiro – Dias 25 e 26 de julho, das 10h às 18h

Conteúdo:

- Direitos Autorais
- Planejamento
- Royalties
- Selos e gravadoras
- Artistas autônomos
- Novos agentes de distribuição de música
- Novas mídias on-line e off-line
- Códigos ISRC
- Contratos
- Exigências do mercado
- Sistema ECAD – Sociedades
- Estratégias de lançamento
- Novas oportunidades do cenário digital

Local:

RIO DE JANEIRO: Home Studio
Endereço: Praia do Flamengo, 66 – Bloco B / Sala 604 – Flamengo – RJ
Site e informações: www.homestudio.com.br/cursos/pex
Inscrições: (21) 2558-0300 c/ Cláudio
Carga horária: 12 horas
Vagas limitadas: 10

Com:

- Material completo com Apostila e CD-Rom
- Certificado de participação
- Mais de 650 participantes em todo o Brasil! (RJ, PE, PI, RN, DF, CE e SP)

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“Um panorama completo de produção para o músico dos novos tempos.”
Marcelo Guima – Produtor e apresentador (RJ)

“Suas noções de legislação e planejamento ajudam a evitar erros comuns.”
Alexandre Pimentel – Associação Cultural Caburé (RJ)

“Sua organização me ajudou muito em meu primeiro CD solo.”
Guto Goffi – Baterista e Compositor – Barão Vermelho

“O curso é perfeito tanto no seu conteúdo quanto na forma. Indispensável.”
Luiz Garcia – EMI Music

No Via Política: "Sistema Criativo da Música Brasileira"

Por Ana Terra

Criando novos modelos diferenciados de negócios e gestão para a música do Brasil, uma necessidade social.

Mesmo as camadas mais inteligentes dos povos não europeus acostumaram-se a enxergar-se e as suas comunidades como uma infra-humanidade, cujo destino era ocupar uma posição subalterna pelo simples fato de que a sua era inferior à da população europeia. – Darcy Ribeiro

Quando nos referimos aos países hegemônicos como primeiro mundo, e ao nosso como terceiro mundo estamos apenas reproduzindo a lógica da dominação que, junto com seus espelhinhos, trouxeram conceitos e preconceitos de tal forma introjetados que nem damos conta.

Quando nós mesmos, músicos, dizemos que a classe é desunida e desarticulada e por isso está na lamentável situação em que se encontra, estamos apenas reproduzindo esse discurso que poupa os reais responsáveis por essa situação: o poder público que direciona políticas através de editais e verbas privilegiando o poder econômico, e não o mercado de trabalho para o músico e as entidades de classe, que são omissas ou cooptadas.

Músicos eram considerados vagabundos, malandros, desocupados. Quando ironicamente passam a ser a alma da festa, entram pela porta dos fundos e comem na cozinha, locais dos trabalhos “subalternos”, desvalorizados em relação aos locais “nobres”. Nas casas com música ao vivo, ainda hoje essa situação se mantém porque são roubados pelos proprietários, que não lhes repassam integralmente o couvert artístico. Assim como trabalham de graça nas feiras e festivais de música, quando todos os outros profissionais são pagos, e o que é pior, com dinheiro público.

A baixa auto-estima do artista é fundamental para manter as coisas como estão. E a naturalização dos conceitos também. Como disse o filósofo Antonio Negri: “Todos os elementos de corrupção e exploração nos são impostos pelos regimes de produção linguística e comunicativa: destruí-los com palavras é tão urgente quanto fazê-los com ações.”

Tratar a arte como cadeia produtiva é o primeiro conceito a ser questionado. As análises e modelos da economia que são utilizados para as atividades industriais e comerciais, em geral, não são adequados às artes, por tratar-se de outra natureza de mercadoria e função social.

A arte da música não é um simples elo de uma cadeia produtiva. A arte da música é a razão de ser de todas as atividades do mundo da música. A obra de arte é um produto que não tem valor utilitário, mas valor simbólico, e o simbólico é um dos ingredientes da fórmula humana. É uma necessidade social. A produção da obra de arte não depende só de treinamento e vontade, mas de talento, vocação e dedicação. Para uma atividade diferenciada o modelo deve ser diferenciado.

Esta é uma proposta de modelo para se pensar a atividade musical a partir de sua origem, a criação. Pensando a música como sistema e não como cadeia.

Definições

MÚSICO PROFISSIONAL BRASILEIRO são compositores, letristas, instrumentistas, arranjadores, regentes e cantores nascidos no Brasil ou naturalizados, que recebem remuneração pelo seu trabalho.

SISTEMA CRIATIVO – O Sistema é criado a partir de um núcleo vital sem o qual ele não existe. Como o sistema solar.

NÚCLEO CRIATIVO – composto pelo músico profissional brasileiro. Sem o compositor não há obra. Sem o intérprete não há comunicação da obra

O NÚCLEO CRIATIVO é autopoiese. Poiesis em grego quer dizer poesia, criação, produção. Autopoética = autoprodutor. Todo músico é indiscutivelmente produtor musical porque produz a obra. Esta categoria vem sendo confundida com produtor industrial e comercial, que são de natureza técnica, não personalizada, que o artista pode ou não também ser, caso tenha acesso aos meios de produção e circulação.

Todas as atividades da economia da música derivam do NÚCLEO CRIATIVO. Os detentores dos meios de produção e circulação da obra musical organizados como pessoa jurídica, invertem as relações fazendo crer que são “produtores do artista” quando na verdade todo artista é naturalmente autoprodutor.

Para aquele que se dedica integralmente à produção da obra de arte na sociedade mercantilista, sua produção precisa tornar-se uma mercadoria para que dela advenha seu sustento.

Todo artista é pessoa física e é dessa condição que realiza como autor e/ou intérprete a produção da obra musical. O que ele pode fazer é contratar profissionais ou empresas especializados em indústria e comércio para obter mais ganhos com seu produto.

O Estado brasileiro privilegia a pessoa jurídica nos encargos sociais, obrigando a pessoa física tornar-se jurídica. Para essa realidade é necessária a criação de figura jurídica exclusiva para o NÚCLEO CRIATIVO similar ao MEI: microempreendedor individual.

Com os avanços tecnológicos muita coisa mudou. Antes, o NÚCLEO CRIATIVO precisava de: editor da obra, gravadora, distribuidor, empresário, produtor, divulgador. Hoje, o compositor pode autorizar a gravação e receber seus direitos autorais diretamente, isto é, sem editar a obra. Os intérpretes podem gravar em estúdio caseiro ou alugar estúdio. A venda do fonograma pode ser direta. Os intérpretes podem ser seus próprios empresários, divulgadores e produtores.

O compositor produz a obra. O intérprete instrumentista e/ou vocal produz a comunicação da obra por meio de execução ao vivo e/ou gravação.

Uma forma mais justa e orgânica é possível para o mundo da música. Baseados na recente vertente chamada Economia Criativa, estamos criando novos modelos de negócios e gestão a partir da ótica do NÚCLEO CRIATIVO. E com os valores éticos de solidariedade, cooperação e justiça vamos construindo um novo mundo possível, a CASA do MÚSICO.

(Fonte: Via Política)

Farol Digital

 

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