Tags

Archive for março, 2011

A união faz a música: crowdsourcing nos processos de criação

Na definição da Wikipedia, “crowdsourcing é um modelo de produção que utiliza a inteligência e os conhecimentos coletivos e voluntários espalhados pela internet para resolver problemas, criar conteúdo e soluções ou desenvolver novas tecnologias”. Trazendo para nossa realidade, o crowdsourcing vem possibilitando processos criativos onde artistas pedem a colaboração dos fãs para compor músicas e fazer videoclipes.

Um caso recente interessante é o da compositora e cantora Imogen Heap, que vai lançar um álbum todo feito com os fãs. A primeira música desse projeto já está pronta. O processo de criação de #heapsong1 – que, posteriormente, passou a se chamar Lifeline – começou no dia 14 de março. Primeiro, ela pediu que os fãs fizessem o upload de clipes sonoros. Em seguida, eles deveriam sugerir palavras, criando uma “nuvem de palavras” para a música. Esse foi o material primário usado para a composição. Durante as duas semanas de trabalho na obra, a artista usou bastante o Twitter e fez muitas transmissões em vídeo, dando à composição a sensação de um processo compartilhado com várias pessoas.

No Brasil, duas experiências recentes se destacam na direção de convidar os fãs a interferir em processos criativos. A banda mineira Skank criou uma plataforma para criar um clipe colaborativo com os fãs, o SkankPlay. O aplicativo permite que o público grave e envie o seu vídeo tocando a música e crie uma versão final onde ele aparece acompanhado da banda.

Em processo semelhante, o Pato Fu também convoca colaboração para o videoclipe da música Rock’n'roll Lullaby. O projeto “Baby Star”, feito em parceria com a Dermodex, convida o público a enviar fotos dos seus “bebês” para aparecerem no clipe.

Duas coisas chamam a atenção nesses exemplos. A primeira é a crescente incorporação do público em processos de criação. Esses são casos que enxergam as tecnologias digitais como aliadas da música digital e que vão além do uso da internet como um canal de distribuição e circulação de música. Também é importante notar a união entre publicidade e música (que não é novidade na internet) “patrocinando” formas inovadoras no fazer musical que se tornam vantajosas para a banda e para a própria empresa patrocinadora, que constrói uma outra imagem junto ao público. Mas isso é conversa para outro momento.

Além desses processos criativos, será que o crowdsourcing também pode ser usado para pensarmos e desenvolvermos novos modelos de negócio para a música?

Você também pode acompanhar o Estrombo no Twitter, Facebook, YouTube e Flickr.

Lan houses: produção, distribuição e consumo cultural

Até pouco tempo atrás, havia um certo discurso de que a inclusão digital e cultural pelas lan houses deveria passar pela educação formal, ou seja, os frequentadores deveriam ficar restritos à manipulação de conteúdo online que estivesse dentro desse escopo. Mas hoje, cada vez mais entende-se o entretenimento e a educação andando juntos – por isso, a inclusão digital e cultural também pode vir a partir do YouTube, dos sites de compartilhamento de música, dos jogos eletrônicos e das redes sociais.

Em outras palavras, já estamos conseguindo superar o preconceito em relação às lan houses, principal ponto de acesso à internet no Brasil. Se anteriormente elas eram percebidas como um lugar marginalizado, onde os jovens perdiam seu tempo em jogos eletrônicos e bate-papo em redes sociais (chegando a inspirar leis proibindo sua existência a menos de 1 km de escolas), hoje essas atividades ganharam outro olhar, mais compreensivo e atual. Além disso, alguns serviços empreendidos nas lans são fundamentais para o exercício da cidadania, como envio da declaração de imposto de renda, impressão e cópia de documentos, busca de emprego, entre outros. Nesse processo de criar um outra imagem para as lan houses, destacamos também iniciativas como a promoção de parcerias para prestação de serviços (compra de passagens aéreas, por exemplo), criação de postos de atendimento, além de viabilizar o acesso à internet para grande parte da população.

Formalização: desafio para lan houses e profissionais da música

Esse é um problema dividido tanto por muitas lan houses quanto pela cadeia produtiva da música. No caso das lans, esses espaços não podem ser beneficiários da maioria dessas políticas e ofertas enquanto atuarem na informalidade. Uma das formas de inverter esse quadro é através da figura jurídica do empreendedor individual, já comentada pelo Estrombo aqui neste post.

No caso da música, parte do desafio em criar negócios na área é buscar lugares onde essas parcerias podem ser desenvolvidas – já que as lan houses podem ser trabalhadas como um canal de distribuição importante. As lan houses podem não ter sido criadas com o objetivo de ser um lugar formal para consumo de música, mas é essa uma das principais práticas de seus frequentadores e pode-se criar ofertas e serviços nessa direção. O consumo musical sempre foi extremamente social e as lan houses são lugares de intensa sociabilidade, não só por causa do público que costuma lotar esses locais, como também pelo acesso às redes sociais e outros canais e ferramentas de conversação. Além disso, ela consegue penetração em lugares mais periféricos, onde os canais tradicionais talvez não cheguem com a mesma facilidade.

Inspire-se no Estrombo e acompanhe-nos nas redes: Twitter, Facebook, YouTube e Flickr.

Música e tecnologia: quando o consumo é social

Já faz alguns anos que música e tecnologia estão irreversivelmente conectadas. E as inovações nos processos de gravação e reprodução alteraram profundamente a forma de fazer negócios na área. Por um lado, obrigou os grandes agentes a se reconfigurarem; por outro, vem criando oportunidades para os pequenos e médios. As mudanças são tão grandes que mudou inclusive a forma como os músicos e demais membros da cadeia produtiva da música concebem a sua carreira, seja no âmbito da produção, seja no da distribuição.

São diversos os casos de artistas que iniciam a sua carreira em estúdios caseiros – e, mesmo que nem tudo possa ser feito dentro de casa, o acesso a estúdios, equipamentos e profissionais de qualidade, ainda que caro, é mais acessível do que era há uma década atrás. No que diz respeito a circulação, sites de redes sociais e a computação na “nuvem” permitem que os artistas e lojas online construam uma outra relação com sua audiência – é verdade que pode ser difícil reverter essa relação em dinheiro; no entanto, o que está em jogo aqui é o crescimento do valor do interesse, da reação e do próprio relacionamento. Por isso, a ideia de valor é que precisa ser colocada em perspectiva – o que não quer dizer que músicos não devem receber pelo seu trabalho, mas que precisamos pensar em maneiras efetivas e sustentáveis de fazer isso acontecer no contexto atual.

Essas questões já vêm sendo debatidas por mais de uma década e ainda há muito o que ser resolvido. Nos últimos anos, o que tem chamado mais a atenção é a maneira como música e tecnologias digitais estão interligadas, quase não sendo possível imaginar uma descolada da outra. Atualmente, é fato que desenvolvedores e programadores estão se tornando os próximos gatekeepers da música. Isso sem falar nos blogueiros e demais usuários de redes sociais que também produzem informação e compartilham música, além de ajudar a povoar novos canais de distribuição.

Empreendedores são os novos rockstars

South by Southwest (SXSW) é um evento que acontece anualmente na cidade de Austin, capital do Texas, e se divide em festivais e conferências de música, filme e interatividade. O SXSW Interactive tem ganhado destaque nos últimos anos se tornando um lugar-chave para apontar tendências, principalmente em projetos voltados para mobile e sociabilidade online, onde muitas startups conseguem fazer negócios e ganhar notoriedade para suas criações. Em 2007, foi lá que o Twitter ganhou destaque; dois anos depois foi vez do Foursquare aparecer por lá para ser popularizado em seguida. Entre as tendências mais presentes esse ano, estão os serviços de música digital onde as faixas são armazenadas na “nuvem” ao invés de se usar telefone ou o computador para isso.

O objetivo do Estrombo é pensar e ajudar a desenvolver novos modelos de negócio que passem por canais como as redes sociais, celulares e games. Acompanhe-nos também nas nossas redes: Twitter, Facebook, YouTube e Flickr.

Sindmusi: "Oficinas de Empreendedorismo na Música"

O Sindicato dos Músicos do Rio realizará, nos dias 21 e 22 de março, o evento Oficinas de Empreendedorismo na Música. O evento pretende ajudar o profissional a entender o mercado da música, apresentar as novas mídias e como explorá-las para dar um salto na carreira, além de criar um bom marketing pessoal. Vão ser ensinadas as ferramentas práticas que auxiliem o músico a alcançar o espaço deles no mercado, como dicas de maquiagem para shows, cabelo, figurino e técnicas para elaboração de um release. Além disso, após passar pela oficina de maquiagem, cada participante poderá tirar uma foto, com um fotógrafo profissional, e levá-la para casa em um CD para uso livre.

O objetivo é situar o músico sobre as novas tendências do mercado, estimulando que os profissionais assumam uma atitude mais pró-ativa e empreendedora, além de ajudar na formação de um profissional mais consciente, que fique qualificado para atuar no setor musical, compreendendo a estrutura da área, além de colaborar efetivamente na confecção de bons materiais promocionais, através das dicas de cartão de visita, release, maquiagem e fotografia cedida para matérias de divulgação.

No final de cada dia, serão sorteados vários brindes. Será feita também a distribuição gratuita do material discutido durante as palestras.

Programação
Dia 21/03
14h – Análise de Mercado – Entenda como se comporta a indústria da música hoje e quais são as perspectivas para o futuro. Com o consultor do SEBRAE/RJ, Fernando Santos.
14h45min – Técnicas de Elaboração de Release – A importância do release: o que deve constar e como deve ser organizado e formatado. Com a jornalista Tamara Campos, mestranda em Educação, Comunicação e Cultura pela UERJ.
15h30min – Criatividade e competitividade – O mercado de trabalho como um caldeirão de possibilidades. Identifique as oportunidades em sua área de trabalho e entenda a importância do marketing pessoal. Com a doutoranda em Psicologia e Musicoterapeuta Raquel Siqueira.
16h15 – Novas Mídias e a Música, com Luiza Bittencourt e Daniel Domingues, da Ponte Plural

Dia 22/03
15h a 15h30 – Oficina de Moda – Entenda quais roupas devem ser usadas no dia a dia e nos shows. Conheça os melhores tipos de roupa para seu biótipo e que roupas combinam mais com determinados gêneros musicais. Palestrantes: Adriana Jordan (coordenadora técnica do curdo de Design de Moda da Universidade Veiga de Almeida e consultora de um Bureaux de Gestão e Desenvolvimento de Marcas de Moda) e Ana Paula Gomes (consultoras de um Bureaux de Gestão e Desenvolvimento de Marcas de Moda.
16h – Oficina de Maquiagem e Cabelo – Maquiagem e cabelo para o dia a dia e para o palco. Aprenda a valorizar seus pontos fortes e explorar seu biótipo, com a consultora Luciane Marques.
18h – Fotografia – Regras básicas de fotografia para material promocional, com a Fotógrafa Julia Assis.
*Todos os participantes serão contemplados com uma foto em CD, que poderá ser usada em CDs, releases e matérias de divulgação.

Serviço:
Dias: 21 e 22 de março
Cinelândia: Rua Álvaro Alvim, 24 sl 405.
Informações: (21) 2532-1219
Realização: SindMusi e Projeto Brasil
Parceria: Sebrae/RJ e Universidade Veiga de Almeida

Para mais informações, visite o site do Sindicado dos músicos profissionais do estado do Rio de Janeiro.

Inspire-se no Estrombo e acompanhe as novidades nas nossas redes: Twitter, Facebook, YouTube e Flickr.

Sindmusi: “Oficinas de Empreendedorismo na Música”

O Sindicato dos Músicos do Rio realizará, nos dias 21 e 22 de março, o evento Oficinas de Empreendedorismo na Música. O evento pretende ajudar o profissional a entender o mercado da música, apresentar as novas mídias e como explorá-las para dar um salto na carreira, além de criar um bom marketing pessoal. Vão ser ensinadas as ferramentas práticas que auxiliem o músico a alcançar o espaço deles no mercado, como dicas de maquiagem para shows, cabelo, figurino e técnicas para elaboração de um release. Além disso, após passar pela oficina de maquiagem, cada participante poderá tirar uma foto, com um fotógrafo profissional, e levá-la para casa em um CD para uso livre.

O objetivo é situar o músico sobre as novas tendências do mercado, estimulando que os profissionais assumam uma atitude mais pró-ativa e empreendedora, além de ajudar na formação de um profissional mais consciente, que fique qualificado para atuar no setor musical, compreendendo a estrutura da área, além de colaborar efetivamente na confecção de bons materiais promocionais, através das dicas de cartão de visita, release, maquiagem e fotografia cedida para matérias de divulgação.

No final de cada dia, serão sorteados vários brindes. Será feita também a distribuição gratuita do material discutido durante as palestras.

Programação
Dia 21/03
14h – Análise de Mercado – Entenda como se comporta a indústria da música hoje e quais são as perspectivas para o futuro. Com o consultor do SEBRAE/RJ, Fernando Santos.
14h45min – Técnicas de Elaboração de Release – A importância do release: o que deve constar e como deve ser organizado e formatado. Com a jornalista Tamara Campos, mestranda em Educação, Comunicação e Cultura pela UERJ.
15h30min – Criatividade e competitividade – O mercado de trabalho como um caldeirão de possibilidades. Identifique as oportunidades em sua área de trabalho e entenda a importância do marketing pessoal. Com a doutoranda em Psicologia e Musicoterapeuta Raquel Siqueira.
16h15 – Novas Mídias e a Música, com Luiza Bittencourt e Daniel Domingues, da Ponte Plural

Dia 22/03
15h a 15h30 – Oficina de Moda – Entenda quais roupas devem ser usadas no dia a dia e nos shows. Conheça os melhores tipos de roupa para seu biótipo e que roupas combinam mais com determinados gêneros musicais. Palestrantes: Adriana Jordan (coordenadora técnica do curdo de Design de Moda da Universidade Veiga de Almeida e consultora de um Bureaux de Gestão e Desenvolvimento de Marcas de Moda) e Ana Paula Gomes (consultoras de um Bureaux de Gestão e Desenvolvimento de Marcas de Moda.
16h – Oficina de Maquiagem e Cabelo – Maquiagem e cabelo para o dia a dia e para o palco. Aprenda a valorizar seus pontos fortes e explorar seu biótipo, com a consultora Luciane Marques.
18h – Fotografia – Regras básicas de fotografia para material promocional, com a Fotógrafa Julia Assis.
*Todos os participantes serão contemplados com uma foto em CD, que poderá ser usada em CDs, releases e matérias de divulgação.

Serviço:
Dias: 21 e 22 de março
Cinelândia: Rua Álvaro Alvim, 24 sl 405.
Informações: (21) 2532-1219
Realização: SindMusi e Projeto Brasil
Parceria: Sebrae/RJ e Universidade Veiga de Almeida

Para mais informações, visite o site do Sindicado dos músicos profissionais do estado do Rio de Janeiro.

Inspire-se no Estrombo e acompanhe as novidades nas nossas redes: Twitter, Facebook, YouTube e Flickr.

Farol Digital

 

Siga o @estrombo

Facebook