Tags

Archive for dezembro, 2010

A escassez de casas de shows: quem sabe quer fazer ao vivo

A grande quantidade de novos artistas que diariamente divulgam suas músicas pela internet é um dos resultados da ampliação do acesso às tecnologias de gravação e distribuição de música. Mas, depois da obra gravada, o que mais o artista quer é poder demonstrar o seu trabalho ao vivo.

Entretanto, é grande o número de reclamações de artistas sobre as casas de shows. Na cidade do Rio de Janeiro, por exemplo, são poucas as que combinam boa qualidade de som e luz a preços acessíveis. Casas de pequeno e médio porte, ideais para apresentações intimistas e de artistas iniciantes, são escassas.

O Estrombo enxerga a circulação como um dos principais vetores da cadeia produtiva da música e visa estimular o investimento não só em quantidade, mas principalmente em diversidade e qualidade para todo o estado do Rio de Janeiro. É fundamental encontrar novas soluções: espaços acessíveis para variados estilos e públicos. Espaços que valorizem a experiência do “ao vivo”, mobilizando pessoas em torno da música de forma inovadora.

No Rio de Janeiro, a falta de apoio às casas é visível e ainda faltam investidores que despontem nesse sentido, estimulando a economia do entretenimento como forma de negócio.

Assista abaixo a entrevista feita com o diretor do Grupo Matriz, Leo Feijó, no dia do evento de lançamento do projeto Estrombo:

Você atua na produção ou gestão de um empreendimento artístico? Entre em contato com o Estrombo e participe.

Inspire-se no blog do Estrombo e acompanhe as novidades também no Twitter, Facebook, Youtube e Flickr.

A economia da música que vem das periferias: mapear é preciso

Uma das áreas fundamentais do projeto Estrombo é a pesquisa. Ela será a base para entendermos melhor onde se localiza, quem faz parte e quanto dinheiro circula na cadeia produtiva da área da música do Estado do Rio de Janeiro. Fazer o mapeamento é uma forma de detectar gargalos e, ainda, subsidiar políticas públicas voltadas para o desenvolvimento e formalização do setor.

A música das periferias movimenta muitas pessoas e recursos, não só aqui no Rio de Janeiro, mas também em outras cidades brasileiras. É uma economia que gera grande valor, mas que ainda não é bem aproveitada e divulgada. Um exemplo do que acontece no Rio de Janeiro é o funk carioca.

Pesquisa realizada pela FGV mostra que, só em ingressos para os bailes, o funk movimenta R$ 10 milhões por mês. Identificar essas economias emergentes e fazer com elas dialoguem entre si (e com as demais economias criativas) é importante para estimular o desenvolvimento de diferentes modelos de negócios.

“Um aspecto importante do projeto é que ele não se prende a um único tipo de música. Uma das constatações que levaram à criação do projeto é que existe toda uma economia vindo das periferias das cidades brasileiras, inclusive aqui no Estado do Rio de Janeiro, que tem um vigor econômico muito grande”, afirma Ronaldo Lemos, diretor do Centro de Tecnologia e Sociedade da Fundação Getulio Vargas, sobre o Estrombo, em entrevista concedida no dia do lançamento do projeto. Assista o vídeo da entrevista:

Se você ou seu empreendimento buscam desenvolver negócios em torno da música, participe do projeto Estrombo. Inspire-se no blog do Estrombo e acompanhe as novidades também no Twitter, Facebook, Youtube e Flickr.

O Globo: “Gravadoras buscam fãs de música com aplicativos multiplataforma”

O jornal O Globo publicou uma matéria sobre a importância de novos canais de distribuição para a música, como os aplicativos para redes sociais, celulares e tablets (como o iPad). O projeto Estrombo entende esses canais, incluindo ainda os games, como fundamentais para a nova economia da música.

O Estrombo vai capacitar, formalizar e apoiar pessoas e empreendimentos do ramo musical para atuarem nesses novos canais e em novos modelos de negócios baseados na internet e nas novas tecnologias. Leia a matéria publicada no Globo e entenda o que vem por aí:

DENVER – Após alguns anos lutando contra a tecnologia e a internet, em 2010 a indústria da música deu alguns passos ousados para levar seu produto a um amplo leque de dispositivos e plataformas. A Pandora, por exemplo, é uma rádio virtual que se tornou o principal aplicativo de música no iPhone quando ele foi lançado, em 2008. Hoje ela está em todas as plataformas de smartphones, no iPad, TVs conectadas e mesmo carros.

- O fenômeno do smartphone catalizou tudo isso – afirma Tim Westergren, fundador da Pandora – Fez os consumidores começarem a usar programas em todos os lugares, ligando o iPhone a aparelhos estéreo. Isso forçou outros fabricantes a criarem seus próprios aplicativos.

Ao mesmo tempo, gravadoras em busca de novas formas de distribuição e marketing vira no ambiente multiplataforma dos aplicativos a solução perfeita para alcançar os fãs no mundo digital. Apps de artistas que começaram como simples clones dos websites agora geram experiência muito mais cativantes – sejam eles aplicativos móveis, jogos sociais ou canais dedicados de TV pela internet.

- É o meu foco e o foco da minha equipe estender o desenvolvimento de aplicativos para todas as plataformas – disse o diretor de negócios digitais da Island Def Jam (IDJ), Jon Vanhala – É importante encontrar os fãs onde eles estão.

E onde eles estão? Segue abaixo um rápido panorama das novas plataformas que surgiram esse ano e como elas estão definindo o futuro da música digital.

IPAD

- Tenho 50 projetos de apps para o iPad na minha caixa de entrada – diz Vanhala – Se eu só fizesse isso, já teria muito trabalho.

A tela maior e com melhor resolução do tablet da Apple, além do posicionamento único de aparelho móvel e doméstico, deixaram artistas e desenvolvedores animados quanto ao potencial como fonte de descobertas de novas músicas, aproximação com fãs e mesmo criação de material.

A Tapulous expandiu o jogo Tap Tap Revenge do iPhone para o iPad. A Smule criou o simulador “Magic Piano” a tempo do lançamento do tablet e já desenvolveu uma sequência, o “Magic Fiddle”. E também existem inúmeros aplicativos musicais, como o aclamado Aweditorium, que permite ao usuários ouvir música enquanto vê fotos, letras, artistas relacionados e vídeos.

REDES SOCIAIS

O Facebook não é um aparelho como o IPhone ou o iPad, mas é uma plataforma para desenvolvimento cada vez mais atraente. Até hoje os aplicativos são poucos. Existe o Nightclub City, da Booyah, o Platinum Life, da Heatwave Interactive e alguns outros. Mas a atividade desses já se mostrou efetiva.

A empresa que gerencia a carreira do Kiss, por exemplo, promoveu um concerto entre os 14 milhões de usuários do Nightclub City, com transmissão do show ao vivo no aplicativo e venda de máscaras da banda para os avatares dos internautas. Durante as três semanas da campanha, as músicas foram tocadas mais de 16 milhões de vezes e a promoção resultou num aumento de 750% na base de fãs do Kiss no Facebook.

- Muitos na indústria da música não entendem a quantidade de pessoas envolvidas nesses jogos – disse Nathan Gregory, gerente de estratégia da McGhee Entertainment – Se elas estão lá, é onde devemos promover nossos artistas.

A Universal já fez um acordo para licenciar a venda de material nos jogos Music Pets e SuperDance, enquanto a IDJ acertou uma parceria com a CrowdStar para vender faixas do novo disco do Bon Jovi em jogos de Facebook como Happy Aquarium, Happy Island e It Girl.

TV

Os televisores de hoje são cada vez mais conectados à internet, permitindo novos conteúdos. A Pandora lidera a onda de aplicativos musicais nos EUA, tendo acordos com Samsung, Mitsubishi, Panasonic, Sharp, Sanyo, Sony, Toshiba, Vizio, Heier, Hitachi, entre outros.

O volume de tráfego vindo de aplicativos de TV para a Pandora ainda é baixo, mas Westergren acredita que esse fim de ano marcará um grande aumento de fluxo com a chegada de novos aparelhos nas casas dos consumidores.

Um estudo recente da Parks Associates indica que 25% das casas nos EUA com banda larga já têm um televisor conectado à internet e outros três milhões planejam comprar um esse mês. Até agora são os serviços de transmissão de música como Pandora e MOG que estão fazendo movimentos para ter seus aplicativos nas TVS, mas as gravadoras não estão muito atrás.

AUTOMÓVEIS

A maioria das pessoas ouve rádio no carro. Portanto é compreensível que empresas de música queiram seus aplicativos em automóveis para competir pela atenção dos fãs. A Pandora também é a mais avançada nesse terreno, tendo acordos com Ford, Mercedes-Benz e General Motors. De acordo com Westergren, 50% dos usuários do aplicativo de iPhone da Pandora já usam o dispositivo dentro de seus veículos.

O número tende a crescer conforme mais carros ganhem acesso à web. A iSuppli aponta uma explosão nas vendas de automóveis com wi-fi – de 174 mil em 2010 para 7,2 milhões em 2017.

Essa gama variada de plataformas apresenta oportunidades animadoras para os selos que precisam saber onde estão os fãs de música. Mas a abertura de possibilidades também gera o risco de fragmentação. As gravadoras passam a precisar manter múltiplos pontos de presença em vários aplicativos, aumentando o traBalho de equipes já reduzidas. Além disso, os desenvolvedores também precisam decidir quais plataformas vão apoiar.

O investimento em múltiplas plataformas aumenta a complexidade da manutenção – diz Jim Lucchese, CEO da Echo Nest – Manter versões diferentes para uma mesma experiência será o desafio do ano que vem.

(Fonte: O Globo – 13 de dezembro de 2010)

Inspire-se no blog do Estrombo e acompanhe as novidades também no Twitter, Facebook, Youtube e Flickr.

A importância do mapeamento do negócio da música

Mapear a cadeia produtiva da música do Estado do Rio para detectar os gargalos e ajudar no planejamento de sua expansão é um dos objetivos do projeto Estrombo. Há que se estudar o cenário, a exemplo do que aconteceu no Pará com o estilo musical tecnobrega: pesquisa realizada pelo Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV mostrou que se trata de um mercado multimilionário que encontrou um modo de funcionamento inovador e diferente do modelo tradicional. O caso foi publicado no livro “Tecnobrega: O Pará reinventado o negócio da música” pelos coordenadores da pesquisa, Ronaldo Lemos e Oona Castro, e pode ser baixado gratuitamente.

O Estrombo chegou sem respostas prontas: para isso será fundamental o mapeamento da indústria da música, a ser realizado em 2011 pelo Instituto Overmundo. A meta do projeto, além de atingir todos os objetivos propostos como capacitar, formalizar e apoiar, também é gerar novas ideias na cabeça de todos. Para conseguirmos mudar alguma coisa, antes é necessário deixar que perguntas venham à tona para gerar novos meios de discussão. Afinal, é com os questionamentos que surgem novas ideias.

O negócio da música foi o primeiro a ser reinventado com a Internet, mas, depois de muitos anos ainda estamos vivendo um momento de mudanças e de novas possibilidades, que ninguém sabe onde irá parar. Ainda se fala muito em pirataria, mas pouco é dito sobre os novos modelos de negócios, sobre as novas maneiras de se lucrar com o negócio da música, não só com venda de cds, mas estando atento para as novas janelas abertas diariamente.

A importância desse mapeamento é responder algumas questões que rondam a todos que estão ligados a esse meio, como: quais são as áreas que têm um maior potencial de dar certo, quais áreas geram mais rentabilidade e o que exatamente precisa ser feito para se viver de música. Uma coisa é certa: estará muito ligado a inovação e à criatividade aplicada ao negócio da música.

“Talvez a cópia não seja mais a questão-chave da música, talvez a gente tenha que pensar em outras formas de gerar rentabilidade na música, e uma das coisas que o Overmundo pretende fazer é investigar que modelos de negócios já acontecem, onde já tem êxito hoje na música e quais aqueles que não têm e porquê”, afirma Oona Castro diretora executiva do Instituto Overmundo, um dos parceiros do Estrombo.

O momento é de muita pesquisa e estudo para aproveitarmos as oportunidades geradas pelas novas tecnologias, olhando para a frente. Se você ou seu empreendimento buscam desenvolver negócios em torno da música, participe do projeto Estrombo.

Inspire-se no blog do Estrombo e acompanhe as novidades também no Twitter, Facebook, Youtube e Flickr.

Farol Digital

 

Siga o @estrombo

Facebook